A marca Karol Conká está confusa; um exemplo para sua marca não seguir!


No artigo de hoje eu vou te explicar um pouco do por quê é complicado criar uma marca que atende aos desejos do mercado mas não significa o que ela acredita, o que ela é como marca.



Marketing de Causa como fortalecimento das marcas


O marketing de causa é uma forma para que empresas oportunizem aos seus consumidores a possibilidade de assumirem responsabilidades, de maneira compartilhada com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária. O consumidor, por seu lado, devolve para empresa, além de lucros, o reconhecimento de sua marca, sua identidade.


Com uma empresa mais humanizada, os consumidores são capazes de desenvolver um vínculo forte e singular, que transcende as transações normais de mercado. Os consumidores mais do nunca estão criteriosos ao escolherem seus produtos e suas marcas preferidas. Hoje eles querem saber o que a empresa pode oferecer além dos produtos, se ela se preocupa com a sociedade, com as camadas mais carentes e se está cumprindo seu papel de responsabilidade social.



Empresas de sucesso apoiam Causas Sociais


Ainda temos bons exemplos de empresas que praticam o marketing de causa, tais como:


Renner: Desde 2016, a lojas de roupas Renner, juntamente com outras empresas, participa do projeto “Empoderando refugiadas”. Por meio dessa ação, as refugiadas se encontram para discutir as dificuldades de chegada ao Brasil e trocar informações sobre o mercado de trabalho.


Magazine Luiza: A líder do grupo rede de varejo Magazine Luiza, Luiza Trajano, sempre incentivou cotas para as mulheres no conselho da empresa. Além disso, agora a empresária está à frente do movimento Mulheres do Brasil, uma ação voltada para divulgar candidatas mulheres a cargos políticos.


Avon: (Campanha um beijo pela vida) A Avon busca desenvolver ações que promovam o desenvolvimento social, a saúde e o bem-estar das mulheres. Sendo assim, a campanha Um Beijo pela Vida foi criada com o objetivo de diminuir a mortalidade feminina ocasionada por câncer de mama, promovendo o diagnóstico precoce. Suas duas estratégias de atuação são: arrecadação de fundos para apoio financeiro a projetos que promovam o diagnóstico precoce e disseminação de informações sobre a importância da prevenção e detecção precoce da doença.


Santander (Doutores da alegria)



De que adianta a marca Karol Conká defender causas tão importantes, como luta feminista, empoderamento feminino, quando na realidade a sua personalidade não condiz com a marca que foi construída na internet?


O Brasil (até quem não assiste ao BBB) está acompanhando todo alvoroço em cima da Karol Conká, em cima de uma dissonância cognitiva, quando você fala uma coisa e faz outra. O que vemos hoje é Karol agindo de uma maneira completamente desalinhada às causas que ela projetou como imagem.


Quando sua marca defende valores, você deve agir de acordo com essas causas que sua marca projeta. Ela se projetou como mulher negra, empoderada, que combate o racismo, que combate o machismo... mas as atitudes dela não foram coerentes com o que ela pregava.



Construção de uma marca


Toda marca é construída em cima de propósito, porque que a marca existe; e depois ela tem os atributos ou valores de marca (que é o que norteia o comportamento dessa marca) e por fim você tem as causas dessa marca.


Karol desenhou as causas super bem: LGBTQ+, racismo, empoderamento feminino, mulher, negra. Os seus valores eram de respeito, inclusão, diversidade, educação. E na vida pessoal ela é completamente outra.


A imagem que a gente via dela dentro das redes sociais era editada, escolhida por ela, pela equipe. Por outro lado, no Big Brother a narrativa não é controlada por ela.



Sua marca: seus valores!


A minha principal reflexão aqui é: Está clara a importância de sua marca estar ancorada à causas sociais, mas não adianta você criar uma marca pessoal que não condiz com seus valores, seu propósito, com sua causa.


Não queira se apoiar numa causa pra querer atender uma necessidade de mercado, se você não acredita nela!


É muito importante que o propósito não deva ser construído por uma agência, mas em conjunto com o dono da marca! A narrativa pode ser controlada por você, mas em um dado momento pode acontecer o que aconteceu com Karol Conká!

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